14/02/2010

Com enredo sobre os deuses, Imperatriz é 2ª a pisar na Sapucaí



Com o samba-enredo Brasil de todos os Deuses, a Imperatriz Leopoldinense entrou na Marquês de Sapucaí para cantar a religiosidade e a fé. A escola foi a segunda a se apresentar no primeiro dia do grupo especial do Carnaval do Rio. A escola do bairro de Ramos teve esse ano um novo carnavalesco após ter sido comandada 18 anos por Rosa Magalhães. Além disso, outra novidade foi a utilização da tecnologia para produzir efeitos de iluminação nos carros alegóricos. A escola investiu em componentes com roupas completamente iluminadas por micro lâmpadas. A comissão de frente teve a representação do homem buscando Deus.

Com 250 componentes, a Imperatriz teve o maestro Marconi como comandante da bateria. A famosa paradinha da bateria empolgou a público que assitiu a apresentação da Imperatriz Leopoldinense na Marquês de Sapucaí. A apresentação deste ano trouxe carros alegóricos com seres iluminados, supremos, espirituais ou materiais, sagrados ou profanos - os seres divinos que habitam o imaginário dos brasileiros. A composição do samba foi assinada pelos autores, Jeferson Lima, Flavinho, Gil Branco, Me Leva e Guga.

Destaque
Uma das alegorias tinha o verde representando as florestas brasileiras e teve características que lembrava as caravelas portuguesas. O imenso carro abre-alas com quatro partes articuladas antes da alegoria principal trouxe uma grande coroa prateada. O terceiro carro alegórico representou a conversão dos indígenas brasileiros ao Cristianismo após a chegada dos portugueses. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira foi Ubirajara e Verônica que se destacou junto com as fantasias multicoloridas da Imperatriz que percorreram a avenida. Símbolos orientais foi o destaque do quinto carro alegórico, que destacou o Budismo. Na apresentação da Imperatriz, cada religião ganhou uma alegoria.

Tema
Em sua apresentação o carnavalesco Max Lopes responsável pelo samba vitorioso Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós de 1989, utilizou nos carros alegóricos e nas alas da agremiação diversos símbolos religiosos: a tradicional estrela que representa o judaísmo, imagens de religiões africanas e increnças da Índia. Ele explicou que tomou a liberdade de transformar o Deus Tupã, da crença indígena, em divindade do Carnaval do Rio de Janeiro. Considerado o melhor samba-enredo do Carnaval deste ano a Imperatriz recorreu à Justiça para utilizar imagens religiosas nos carros.


Histórico
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense foi fundado em 6 de março de 1959 na Zona Leopoldina, altura do Recreio dos Bandeirantes no Rio, lugar que há 50 anos não existia Carnaval. Eram frequentadores e integrantes da escola, personalidades da mais alta estirpe musical da cidade, contando com Armando Marçal, Pixinguinha, Villa-Lobos, Heitor dos Prazeres, Bidê (Alcebíades Barcelos), Mano Décio da Viola e outros mais.

Ficha técnica
Presidente: Luiz Pacheco Drumond
Carnavalesco: Max Lopes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Ubirajara e Verônica
Intérprete do samba: Dominguinhos do Estácio
Rainha da Bateria: Luiza Brunet
Cores: Verde e branco
Posição no Carnaval de 2009: 7° lugar

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